Val Kilmer gerado por inteligência artificial estreia em trailer de filme
Val Kilmer gerado por inteligência artificial estreia em trailer de filme
Conteudo
TLDR;
Os cineastas usaram IA para recriar digitalmente Val Kilmer em várias idades e incluir suas cenas porque ele adoeceu e não pôde filmar todas as partes. A família dele deu consentimento e o sindicato declarou que o filme não viola suas regras, embora haja debate ético sobre o uso de IA. A decisão gerou críticas públicas de atores, mas os realizadores defendem o procedimento, afirmam que o personagem fica em tela por mais de uma hora e consideram a performance digna de prêmio.
Resumo
Um ano após sua morte, Val Kilmer volta à tela no filme As Deep as the Grave, cuja primeira prévia mostra versões do ator recriadas por inteligência artificial em diferentes idades, já que ele foi escalado antes de adoecer e não conseguiu filmar suas cenas; como resultado, grande parte da história original teve de ser cortada. A filha de Kilmer defende o uso da tecnologia, dizendo que ele via inovações como ferramentas para expandir possibilidades narrativas, e a produção afirma honrar esse espírito e que obteve o consentimento familiar. A aplicação de IA remete a um episódio anterior, em que a voz de Kilmer foi recriada em Top Gun: Maverick após cirurgias na garganta, mas a nova utilização suscitou controvérsia: atores e roteiristas protestaram durante a greve de 2023 pedindo salvaguardas, e artistas como Jackson Rathbone condenaram a prática. A guilda afirma que as regras não foram violadas porque houve permissão da família, e os realizadores defendem que o procedimento foi ético e apropriado; segundo eles, a versão gerada de Kilmer aparece por mais de uma hora e a performance é considerada digna de premiação. O debate expõe tensões entre inovação tecnológica, ética profissional e direitos dos artistas sobreviventes essenciais.